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Quando se é Adulto, o TDAH ainda Persiste?

Com a desconfiança de serem portadores do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade/Impulsividade, na maioria homens, decidi escrever para aqueles que buscam respostas para os sintomas como a baixa autoestima, desânimo, falta de confiança em si, inúmeros projetos inacabados, relacionamentos afetivos superficiais, sentimento de raiva das relações na infância e outros sintomas depreciativos. Mas, antes vou pedir que se concentre, mantendo sua atenção até o final. OK? Posso contar com você? Então, vamos lá:

Primeiramente é importante esclarecer que quando se é adulto torna-se complexo o diagnóstico de TDAH porque os sintomas secundários fazem parte de outros transtornos psiquiátricos.

Na maioria das vezes, as queixas e/ou características das dúvidas de ser ou não um portador de TDAH são:
  • 1 – Procrastina as atividades de longo prazo por “achar muito chatas” ou por “exigir mais de si”.
  • 2 – Geralmente é uma pessoa impaciente, se vê em várias situações “a mil por hora”, quando simplesmente é necessário se manter calma, mais observadora, tranqüila…
  • 3 – Se vê interrompendo várias vezes com quem fala, dando sinal de “já sei o que você vai falar” ou “não me interessa o que você está falando”, e estas atitudes complicam as relações de uma forma geral.
  • 4 – As pessoas mais próximas observam que as decisões são tomadas por impulsividade, sem considerar os prós, contras e resultados a serem alcançados.
  • 5– Na vida acadêmica, ou até mesmo na leitura de um livro, percebe-se desconcentrado com freqüência, tendo que reler parte de texto, ou às vezes também acha que já entendeu, verificando-se depois que entendeu errado porque não leu com atenção. Geralmente não lê manual, nem bula porque considera uma perda de tempo.
  • 6 – Percebe-se uma pessoa criativa, de ideias fantásticas, mas tem grande dificuldade de executá-las, mas quando tem parceiros, os projetos se completam.
  • 7 – Sente um prazer intenso pela novidade. Reluta por manter uma rotina.
  • 8 – Quando criança era considerado um aluno com dificuldades de aprendizagem, na leitura ou nos problemas da matemática; ou com problemas comportamentais, como agitação, que atrapalhavam as explicações “intermináveis” da professora.
  • 9 – Tem dificuldade de planejar, organizar e executar metas principalmente as de longo prazo.
  • 10 – Tem um discurso que parece mais uma colcha de retalho, fala interminável e trocando de assunto tão rapidamente que é difícil de compreender.
  • 11 – Considera-se inteligente e competente para realizar algo que queira muito, e é, mas não sabe explicar o que ocorre que não mantém o foco ou não finaliza os projetos.
  • 12 – Tem dificuldade de relacionamentos afetivos e familiares.
  • E muitas outras características que provocam sentimentos de frustração e até mesmo parecendo autopunitivos.

    O portador de TDAH tem a capacidade de sonhar, de inovar, de construir de forma que é única, é só dele. Por isso, deve procurar ajuda para sair das situações de desconstruções.

    Quando se tem uma resposta do porquê eu não consigo? Descobrir que não é burro, negligente, incompetente, ou até mesmo retardado, este é um especial momento terapêutico que deve ser aproveitado para minimizar os sintomas secundários.

    Exemplifico como aquela pessoa, no passado, que não sabia ser míope, mas este problema gerou dificuldades de aprendizagem e baixa autoestima, na descoberta de que é uma condição neurológica e há solução, simplesmente busca o que se tem a fazer, usar os óculos perfeito por toda vida.

    Reconhecer que das situações-problemas, obtendo o prognóstico, o portador adulto de TDAH terá não só o resgate das oportunidades perdidas, mas outras oportunidades concluídas, o que torna bastante motivador e gratificante o resgate dos projetos de vida pessoal, familiar, social, financeiro, religioso e/ou profissional.

    Agora que conseguiu chegar até aqui, sugiro que visite o link a seguir e responda ao questionário ASRS-18 que foi desenvolvido pela OMS e a versão disponível está validada no Brasil: http://www.tdah.org.br/diag02.php.

    A partir das conclusões, decida por procurar um profissional que conheça profundamente os sintomas do TDAH para obter orientações adequadas, lembrando que o diagnóstico definitivo é clínico, não basta apenas a conclusão das respostas do questionário.

    Boa sorte!

    3 Comentários

    1. Matheus Rodrigues disse:
      22 de fevereiro de 2011 às 12:06

      Ola Teresa, como vai?
      Desde criança percebo que eu era diferente dos outros, sempre o mais dispeso, nunca prestava muita atençao nos professores pois sempre achei que eu entendia oque ele falava antes mesmo dele terminar.Sempre notei muita inteligencia em mim, mas muita “preguissa”. Isso gerou muita dificuldade, pois nao parava quieto. Hoje mais velho, resolvi ir tratar desses sintomas e descobri que sou portado do TDAH. Estotu tentando ter mais cotrole quando percebo aquela ansiedade de querer cortar os outros, me controlo e espero ate o final, ate por que da a impressao de ser incoveniente. Fico muito bravo, é quando tenho otimo ideias, sonhos, metas, e nao consigo correr atras das minhas vontade isso esta fazendo com que me decepcione comigo mesmo.
      Agradeço o trabalho que esta fazendo, em passar a mensagem para as pessoas.
      Obrigado

    2. Eduardo disse:
      11 de janeiro de 2011 às 14:15

      Comigo o metilfenidato não causou qualquer tipo de ação. Benéfica ou maléfica. Nada. Isso me causou muita frustração, pois como bem disse o Maycow, realmente não tenho domínio da minha vida, ao menos para o que eu queria ter. E escuto ou leio outras pessoas dizerem que suas vidas mudaram pra melhor quando do uso da droga.
      Saber que criar um projeto pode me deixar rico, não é suficiente, pois há muito trabalho sacal para concluir este projeto e colocá-lo em prática. Tenho muitas ideias o tempo todo, mas colocá-las em prática é sacal demais, então abandono a ideia. Deixo de lado. Meses depois vejo outra pessoa implantando a mesma ideia e ficando rico. Fica claro pra mim, que tudo aquilo que nos causa prazer faz com que tenhamos hiperfoco, e tudo o que não nos causa prazer, desprezamos mesmo sabendo que poderíamos nos dar muito bem se fôssemos até o fim.
      Odeio esse distúrbio. Não sei como tratá-lo. Me sinto perdido com essa porcaria.
      Abraços.

    3. Maycow disse:
      14 de novembro de 2010 às 0:52

      Olá Maria Teresa,
      Gostei muito do texto que você escreveu, principalmente na hora do ” Mas, antes vou pedir que se concentre, mantendo sua atenção até o final. OK?”.
      Bom eu sempre desconfie que eu era diferente dos demais, quando estava na escola na hora que tinha que prestar atenção ficava imaginando como que era a vida de cada um, se passava alguem na porta eu olhava, um barulho qualquer me desconcentrava, porém nunca reprovei quando o bicho pegava eu me matava de estudar e passava.
      Sem contar a igreja que até hoje parece uma tortura eu até que queria prestar atenção na palavra do pastor como toda gente normal, mas não consigo.
      Depois de muito postergar e quando a situação chegou nO limite e procurei ajuda e deu que eu tinha TDAH, percebi o quanto eu não tinha domínio nenhum sobre minha vida que era decidida por impulsividade, hiperfoco e distração.
      Mas tenho certeza que meu tratamento ainda terá avanços significativos com muita força de vontade e fé.
      Agradeço a vocês pelo trabalho que realizam.
      Obrigado.

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